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Em uma pesquisa realizada em maio do ano passado, a CX Trends mostrou que, enquanto 55% dos consumidores recorrem ao Google ou outros buscadores antes de uma compra, 48% consultam o Reclame Aqui. Além disso, segundo dados da própria plataforma, cerca de 92% dos usuários utilizam o site para conhecer melhor um negócio antes de fechar uma compra.
O Reclame Aqui, que chamaremos carinhosamente de RA, se consolidou como uma ferramenta essencial no universo de Customer Experience, pois não apenas permite que os consumidores expressem suas insatisfações, mas também possibilita que as empresas monitorem feedbacks e aprimorem seus serviços. Essa interação transparente promove confiança e fortalece o relacionamento entre marcas e clientes, impactando diretamente na reputação e no sucesso do negócio.
Diferente dos canais tradicionais, como telefone, WhatsApp, chat, e-mail e redes sociais, o consumidor que recorre ao RA já tentou resolver seu problema por outro meio e não obteve sucesso. Ele chega ao RA porque enxerga o canal como um espaço de maior criticidade, onde espera uma resposta formal, mais estruturada e com análise aprofundada.
Mais do que uma simples interação, o que ele busca ali é a
resolução definitiva do seu problema. Dessa forma, a principal estratégia da empresa deve ser justamente essa:
solucionar o problema aos olhos do consumidor.
❌ Ignorar um cliente insatisfeito não é uma opção! Isso pode afetar diretamente a reputação da marca, não apenas no RA, mas em toda a jornada digital do consumidor. Além disso, demorar para responder pode ser interpretado como descaso.
❌ Respostas genéricas e robotizadas são um erro comum. O consumidor quer se sentir ouvido e ter seu histórico considerado. Não entender o contexto da reclamação pode ser extremamente prejudicial.
❌ Esconder erros é um atestado de ineficiência na gestão de crises. Ao invés de mascarar problemas, assumir falhas e apresentar soluções concretas é a melhor abordagem.
❌ Evite transferências desnecessárias. Se o consumidor já chegou ao RA, significa que ele tentou resolver o problema em outros canais e não conseguiu. Resolva a questão ali mesmo, sem encaminhá-lo para outro atendimento.
✅ Seja ágil na resposta! Uma resposta rápida evita que a insatisfação escale para outras esferas, como redes sociais ou até processos judiciais. Lembre-se de que, provavelmente, esse consumidor já vem de outro canal e está frustrado.
✅ Humanize e personalize o atendimento. O cliente ainda acredita que a empresa pode resolver seu problema. Aproveite essa oportunidade para mostrar empatia e proximidade.
✅ Seja transparente. Como já mencionado, admitir falhas gera confiança, e confiança fideliza. Mostre que você reconhece o erro e que há um plano de ação para solucioná-lo.
✅ Pequenos gestos fazem diferença. Além de resolver o problema, criar um momento positivo pode transformar a experiência. Uma resposta atenciosa, um contato direto ou até um mimo podem surpreender e gerar um impacto positivo duradouro.
📌
Magazine Luiza – Transformando reclamações em melhoria operacional
A
Magalu, uma das gigantes do varejo, enfrentava um alto volume de reclamações no
Reclame Aqui, principalmente por
atrasos e problemas logísticos.
🔹
O que fizeram? Criaram um time dedicado à
agilidade na resposta e passaram a monitorar as reclamações recorrentes para
implantar melhorias nos processos.
💡Lição aprendida: Responder rápido é essencial, mas não basta.
Usar os feedbacks como aprendizado para melhorar a operação é o verdadeiro diferencial.
📌
Netflix – Quando o tom de voz vira uma crise
A Netflix, conhecida por sua comunicação descontraída, respondeu de forma irônica a uma reclamação no Twitter. O tom não foi bem recebido e gerou críticas de outros clientes.
🔹
O que fizeram? Reconheceram o erro, mudaram o tom da conversa,
se desculparam e resolveram o problema de forma
personalizada.
💡 Lição aprendida: O
tom de voz na gestão de crises é fundamental. Cada situação exige uma abordagem específica, e a comunicação precisa ser adaptada ao contexto e à necessidade do consumidor.
Se há uma lição clara, é que reclamações não são ameaças – são oportunidades de fidelização. Um cliente que confiou na sua marca para comprar um produto ou serviço quer acreditar que sua experiência pode ser recuperada.
A forma como uma empresa lida com crises pode transformar um detrator em um promotor da marca. Mais do que evitar danos, uma gestão de crises eficiente impulsiona melhorias em processos, atendimento e reputação.
Afinal,
gestão de crises não é um monstro de sete cabeças. Quando encarada de forma estratégica, ela se torna um
catalisador de melhorias e um diferencial competitivo no mercado.